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Visita de Mãe: Filhos e redes sociais

Postado em 02/09/2015 por em Comportamento | Comente!

Hoje a Magda, mãe da Ana Laura de 1 ano e 7 meses, está de volta na nossa coluna para falar de um tema polêmico: compartilhar ou não fotos dos nossos filhos nas mídias sociais? Se por um lado queremos mostrar aos parentes e amigos como eles estão crescendo e fazendo fofurices, por outro lado, tem toda a questão de preservar a sua imagem até por uma questão de segurança.

Aqui no blog, como vocês já devem ter notado, nós preferimos preservar a nossa dupla. Claro, eventualmente, postamos fotos para ilustrar nossos posts. Quem nos acompanha no instagram, também pode ver que de vez em quando publicamos alguma foto em que os rostos deles aparecem. Mas temos todo o cuidado para que isso não seja feito com frequência, pois nos preocupamos em evitar uma exposição que, na nossa opinião, seja muita exagerada.

No entanto, temos diversos amigos que postam várias fotos dos filhos nas redes sociais (e que nós acabamos curtindo também) e também nos divertimos com vídeos que viralizam na internet de bebês e crianças fazendo caras e bocas ou aprontando alguma. Afinal, quando começa a ficar exagerado? Deve haver um limite? Esse é um assunto que merece uma reflexão. E o texto da Magda nos faz justamente pensar a respeito. Ela dá a opinião dela sobre isso. Qual é a sua?

 

Um vídeo de bebê fazendo fofurices! Vou compartilhar. Não, espera! | Por Magda Pamplona

 

Em tempos de redes sociais, bastam alguns compartilhamentos e um vídeo caseiro do seu filho fazendo uma gracinha já foi visto por milhares de pessoas.

Campanha da GVT exibida em rede nacional de televisão mostra uma mãe toda orgulhosa compartilhando tudo o que o filho faz. | Crédito da foto: Reprodução da internet

Campanha da GVT exibida em rede nacional de televisão mostra uma mãe toda orgulhosa compartilhando tudo o que o filho faz. | Crédito da foto: Reprodução da internet

Me rendi ao Facebook apenas em março deste ano, para poder acessar páginas sobre parto humanizado, maternidade, alimentação consciente, educação, e também participar de grupos de discussão sobre os temas. Procuro por conteúdos que me façam refletir sobre esses assuntos e me acrescentem algo. Como não gosto de me expor e sou bem preocupada com questões de segurança, nem foto coloquei no meu perfil. Também não coloco fotografias nem informações que possam identificar minha filha, a escola que freqüenta, onde moramos etc. Talvez eu seja exagerada ou pessimista demais, mas, prefiro assim.

No entanto, têm pais que postam fotos e vídeos dos seus filhos em seus perfis pessoais. O que não dá o direito a seus amigos de redes sociais de saírem compartilhando o que foi postado.

Antigamente as pessoas andavam com os álbuns de fotos e as fitas de videocassete para mostrar a parentes e amigos. E ponto. Ninguém fazia cópias das fotos e dos vídeos para mostrar a terceiros. Então porque as pessoas saem compartilhando vídeos ou fotos pessoais postados nos perfis dos outros?

O compartilhamento desses vídeos e fotos abre brecha para as pessoas comentarem sobre a vida alheia sem terem sido convidadas a isso. Se é um vídeo de um bebê rindo das lambidas de um cachorro, por exemplo, os comentários são, na maioria, do tipo “que fofo”. Já se é de um bebê se lambuzando com um bolo com cobertura açucarada, provavelmente vai variar, indo desde o “que fofo” ao “que horror”. E o vídeo que de repente era para meia dúzia assistir acaba exaustivamente compartilhado, ficando os pais e a criança sujeitos a todo tipo de comentário e julgamento que a exposição provoca.

No caso do exemplo utilizado, haveria formas de debater o tema “alimentação para bebês”, sem expor aquela família, que não pediu opinião de ninguém, nem esperava repercussão com o que imagina ser um inofensivo vídeo de família. Até porque na internet muitas pessoas se aproveitam do aparente anonimato para ofender e apontar o dedo para os outros. Daqui a um tempo, a própria criança poderá ler coisas que a deixará triste, como julgamentos de todo o tipo direcionados a sua mãe.

Já observei várias situações de vídeos que são fofos para alguns, mas controversos para outros. Acho que as pessoas devem buscar formas de debater determinados assuntos sem expor quem não pediu para ser exposto.

Compartilho apenas vídeos e fotos que sei que foram produzidas para campanhas, comerciais, ou postadas originalmente em páginas públicas. Não compartilho vídeos e fotos os quais não sei a origem e o propósito para o qual foram produzidos. Afinal, não gostaria dessa exposição toda para minha filha. Além do que, a própria criança poderá não gostar de ter sido exposta, mesmo que tenha sido a protagonista de um vídeo que só tenha gerado comentários do tipo “que lindo”.

 

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– Visita de Mãe: Veja aqui todos os textos já publicados da nossa coluna em que outras mães compartilham suas experiências. Quer participar também? Entre em contato com a gente.

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