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O sonho está nos meus braços
No post anterior, eu compartilhei todo meu longo trabalho de parto. Se você não leu, veja aqui. Gabriel nasceu de parto normal e veio direto para meus braços. Ele ficou no meu colo enquanto a pediatra o examinava e até o cordão umbilical parar de pulsar. O Dr. Fernando Pupin (meu obstetra) disse para eu e meu marido segurarmos o cordão pra sentir a pulsação e foi incrível. Ficamos acho que uns 10, 15 minutos nesse estado de êxtase com o Gabriel no meu colo até o cordão parar de pulsar e o Eduardo o cortar. Enquanto eu olhava o meu filho e conversava com ele, Dr. Fernando me suturava. Como Gabriel veio de uma vez só, tive laceração e precisei levar vários pontos. Como tinha tomado analgesia, na hora nem senti nada. (Não foi feita episiotomia, pois não se indica mais esse procedimento como padrão. A laceração normal que pode ocorrer no parto é bem melhor do que a episiotomia) O que deixa o meu relato ruim não é o parto em si como foi, mas o pós-parto. Normalmente, quem tem parto normal tem uma recuperação rápida e horas depois já está de pé e super disposta para cuidar...
leia maisNão foi o parto dos sonhos
Como a Ju anunciou, nesta semana, decidimos compartilhar um momento muito especial nas nossas vidas. Ela já o fez na segunda ( leiam aqui) e agora é a minha vez. Já aviso que este post é longo, assim como foi meu trabalho de parto. Então senta que lá vem história. Para ficar menos cansativo, dividi o meu relato de parto em duas partes. A primeira vocês acompanham logo abaixo. O final eu conto num próximo post. Desde sempre, eu queria ter parto normal. Na minha família, todo mundo tinha tido parto normal e pra mim era literalmente o mais natural. Confesso até que sempre tive mais medo da cesárea, por todo procedimento cirúrgico que envolvia. Para que meu desejo se concretizasse, me informei, me preparei e me cerquei de profissionais que me davam segurança. Por indicação da Magda, que já esteve presente na nossa coluna #VisitadeMãe, e do Felipe, seu marido que trabalha comigo, fizemos um curso de gestantes no Grupo Hanami e tivemos acesso a diversas informações sobre preparação para o parto, amamentação e o cuidado com o bebê. Acabamos contratando o serviço de acompanhamento de parto hospitalar com as meninas que são doulas e enfermeiras obstétricas. Por recomendação...
leia maisMeu relato de parto
Nesta semana, eu e a Marcela vamos contar sobre nossas experiências de parto, que foram muito diferentes uma da outra, mas que terminaram da mesma forma, com os amores das nossas vidas nos nossos braços. Como já falamos antes, não temos o objetivo de falar sobre o certo ou errado, mesmo por que, não temos conhecimento técnico para isso, estamos apenas dividindo experiências 😉 Tudo começou em 26 de fevereiro de 1983. Oi?? Como assim?? É, quando meu irmão mais velho nasceu de um parto normal sofrido e em que o médico – que foi trabalhar embriagado – esqueceu uma bola de gaze (para estancar sangue), dentro da minha mãe, que na época era uma menina de 23 anos, com bem menos acesso às informações do que temos hoje e morando longe da família. Ela passou uma semana com muitas dores, febre, sem conseguir se levantar para cuidar do meu irmão e o médico negando que tivesse havido algum problema. Dias depois ela expeliu a bola de gaze por conta e a partir daí melhorou, mas poderia muito bem ter pegado um infecção e piorar esse quadro. Enfim, três anos depois, quando minha mãe descobriu que estava grávida...
leia maisA ordenha nossa de cada dia
Quando eu ouvi pela primeira vez o termo ordenhar, também estranhei. Depois que o Gabriel nasceu, a expressão virou algo super comum, assim como o ato em si de tirar leite. Uns quatro dias após o nascimento do Gabriel, a doula que contratamos me mostrou como fazer a ordenha manual, pois meu leite tinha acabado de descer, meus seios estavam enormes e já havia algum empedramento. Para evitar mastite, eu tinha que ordenhar um pouco após cada mamada. Nos primeiros meses, minha comadre me emprestou uma bomba manual e eu tirava um pouco de leite antes das mamadas de madrugada também. Como neste período meu filho espaçava mais o horário para mamar, meu peito ficava mais cheio e, se eu não tirasse um pouco de leite, o Gabriel se engasgava com a primeira sugada e dava uma choradinha (um choro super bonitinho, devo confessar :O). No início, portanto, eu ordenhava um pouco – manualmente ou com a bomba manual – para evitar empedramentos e para não incomodar o Gabriel com a força do leite. O que eu tirava de leite, ia fora. Nos primeiros três meses, eu tive muito leite, a ponto de aquelas conchas de silicone usadas no...
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