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Parto normal ou cesárea: uma escolha consciente
Ninguém é menos mãe porque teve filho de cesárea. Já que o assunto é parto, quero deixar isso claro desde o começo para não gerar polêmica desnecessária. Também acho que cada pessoa escolhe o parto que quer e ninguém tem nada a ver com isso (ultimamente, tem muito patrulhamento nesse sentido e esse não é meu objetivo). Mas aí está a questão: que seja uma escolha da mulher com o apoio do seu parceiro, quando for o caso, e não uma escolha do médico por comodidade e se aproveitando algumas vezes da “ignorância” (desconhecimento) da gestante. Nem sempre é questão de escolha, mas que a mulher esteja consciente do por que teve que ser daquele jeito. Para isso, é preciso sim se informar e essa é uma responsabilidade da gestante. Acho bem honesto quem prefere ter cesárea eletiva (porque não quer sentir dor ou qualquer outro motivo) e acho ainda mais honesto o médico que assume que só faz cesárea. Tenho certeza que seu consultório está cheio de pacientes que querem um parto assim e tudo bem se ambas as partes estiverem de acordo e cientes disso desde o começo. No entanto, acho frágil aquela resposta quando se pergunta...
leia maisA pior mãe do mundo
Ainda na série do ‘ser mãe é pagar a língua’ (veja esse post). Há muito tempo venho me policiando para evitar julgar as pessoas, principalmente por que tomamos uma ou duas informações como verdades absolutas, para definirmos algo ou alguém na nossa mente. Mas preciso confessar que no meu íntimo, antes de ter a Maria Antônia, sempre julguei os cuidados da mãe que deixava seu bebê cair da cama. Eu pensava com os meus botões que aquilo era um absurdo MASTER e que JAMAIS deixaria minha filha cair da cama. Pois bem, não bastasse deixar minha filhotinha cair da cama 1 vez, repeti o ‘feito’ mais 3 vezes (até agora). A primeira vez que a deixei cair da cama, ela tinha uns 4 ou 5 meses, fui ao banheiro lavar as mãos e pelo espelho eu conseguia vê-la, de repente, ao me virar para pegar a toalha, só escuto o barulho e corro até ela, já no chão. Aiiiii não, meu coração ficou partido, ela chorava e seus olhinhos me diziam: “como vc deixou isso acontecer, mamãe!?”. Eles se desenvolvem tão rápido, nem sabia que ela já conseguia se mexer tanto a ponto de cair da cama...
leia maisVisita de Mãe: Você tá feliz, mamãe?
Hoje recebemos novamente a visita da Talita, mãe do Vinicius que está naquela fase rotulada pelos americanos de “terrible two”. No segundo texto que a Talita escreve aqui para o blog, ela comenta sobre o prazer que os pequenos parecem ter em desafiar os pais. Boa leitura! Você tá feliz, mamãe? | Por Talita Rodrigues Nunes – Você tá feliz, mamãe? De uns tempos para cá o pequeno começou a repetir essa frase com certa frequência. Parece fofo, né? E eu acho fofo, devo confessar… mas o contexto em que ela é dita não é nada meigo. Normalmente o danadinho confere se eu estou prestando atenção nele, faz algo que sabe que não é permitido e solta a já clássica pergunta: “Você tá feliz, mamãe?” Mas por que cargas d’água os filhos parecem ter verdadeiro prazer em desafiar os pais?? Por que eles não podem simplesmente aprender pelo exemplo (o que, de fato, fazem) ou se satisfazer com a resposta que é dada uma vez de forma clara? Não… eles precisam testar seus limites (e os nossos) muitas vezes. Repetidamente. Diariamente. Os teóricos do desenvolvimento infantil explicam que as crianças aprendem por repetição. Aliás, não só as crianças, mas...
leia maisO sonho está nos meus braços
No post anterior, eu compartilhei todo meu longo trabalho de parto. Se você não leu, veja aqui. Gabriel nasceu de parto normal e veio direto para meus braços. Ele ficou no meu colo enquanto a pediatra o examinava e até o cordão umbilical parar de pulsar. O Dr. Fernando Pupin (meu obstetra) disse para eu e meu marido segurarmos o cordão pra sentir a pulsação e foi incrível. Ficamos acho que uns 10, 15 minutos nesse estado de êxtase com o Gabriel no meu colo até o cordão parar de pulsar e o Eduardo o cortar. Enquanto eu olhava o meu filho e conversava com ele, Dr. Fernando me suturava. Como Gabriel veio de uma vez só, tive laceração e precisei levar vários pontos. Como tinha tomado analgesia, na hora nem senti nada. (Não foi feita episiotomia, pois não se indica mais esse procedimento como padrão. A laceração normal que pode ocorrer no parto é bem melhor do que a episiotomia) O que deixa o meu relato ruim não é o parto em si como foi, mas o pós-parto. Normalmente, quem tem parto normal tem uma recuperação rápida e horas depois já está de pé e super disposta para cuidar...
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